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O Ecodesign ou Design for Environment – DfE, é uma metodologia que contempla o ciclo de vida de um produto desde a extração de matérias-primas, produção, distribuição, consumo e reutilização.

O principal objetivo do ecodesign, é desenvolver produtos que contribuem para a sustentabilidade, através da redução do seu impacte ambiental ao longo do ciclo de vida, a par de outros requisitos, tais como funcionalidade, qualidade, segurança, custo, facilidade de produção, ergonomia e estética.

Todos os produtos têm impactes ambientais, que podem ocorrer em qualquer fase do ciclo de vida: extração das matérias-primas, fabricação, distribuição, utilização e fim de vida. Os impactes no ciclo de vida podem variar, de reduzidos a significativos e de curto prazo a longo prazo, e podem ocorrer a nível local, regional ou global.

A integração de considerações ambientais desde o início do processo de desenvolvimento do produto, é a forma mais eficaz de introduzir mudanças que afetam positivamente o perfil ambiental do produto em todas as fases do ciclo de vida.

Estima-se que mais de 80% dos impactes ambientais relacionados com o produto são determinados na fase de design, pelo que o ecodesign é uma abordagem muito promissora para o consumo e produção sustentáveis, e tem sido aplicado em diversos produtos de diferentes setores da economia [InEDIC 2011].

 

 

 

 

Critérios no design de produtos. Fonte: InEDIC 2011

 

 

Para Joseph Fiksel, empresário estadunidense e especialista em práticas empresariais sustentáveis, o ecodesign representa:

" [...] a consideração sistemática do desempenho do projeto, com respeito aos objetivos ambientais, de saúde e segurança, ao longo do todo o ciclo de vida de um produto ou processo, tornando-os eco eficiente”.

 

A importância do Ecodesign

A implementação de requisitos ambientais no desenvolvimento de produtos é importante, tanto do ponto de vista ambiental, como do negócio. O benefício mais direto é a redução dos impactes ambientais relacionados com o consumo de materiais, energia e água (ou seja, as entradas) e com a geração de resíduos e emissões (ou seja, as saídas indesejadas).

Além da melhoria ambiental, há outros possíveis benefícios decorrentes do ecodesign. As empresas podem reduzir os seus custos, bem como os dos seus clientes, aumentar a qualidade do produto, promover a inovação e melhor assegurar a conformidade com os requisitos da legislação ambiental e dos clientes. Além disso, as empresas melhoram a sua imagem e a dos seus produtos. Pois existe um interesse crescente por parte dos clientes, utilizadores e produtores relativamente aos aspetos e impactes ambientais dos produtos e processos.

Este interesse manifesta-se nos debates entre empresas, consumidores, governos e ONG no âmbito dos desafios do desenvolvimento sustentável, expressos através de acordos internacionais, medidas comerciais, legislação nacional e internacional e iniciativas voluntárias. Este interesse também se reflete em diversos segmentos de mercado que reconhecem e beneficiam destas novas abordagens do design de produtos.

Contudo e apesar da metodologia de ecodesign ter surgido e vindo a ser desenvolvida desde 1970, ainda existem algumas barreiras para sua implementação, tais como:

  • Dificuldades de compreensão do ecodesign por parte da maioria dos produtores, clientes e utilizadores dos produtos;
  • Fraca perceção do impacte ambiental dos produtos por parte dos produtores e restantes partes interessadas;
  • Convicção de que o ecodesign implica necessariamente um investimento elevado;
  • Resistência à mudança das práticas atuais de produção e consumo;
  • Falta de formação em aspetos ambientais e ecodesign;
  • Lacunas a nível de estudos ambientais;
  • Perceção de que o ecodesign implica um aumento dos custos e dos recursos humanos;
  • Dificuldades técnicas na adaptação a novos desenvolvimentos;
  • Dificuldades em criar e pôr a funcionar equipas interdisciplinares.

No entanto, e para minimizar estas dificuldades foi desenvolvida a normativa ISO 14006, a qual define diretrizes para ajudar as organizações a estabelecer, documentar, implementar, manter e melhorar de forma contínua a Gestão do Ecodesign como parte de um sistema de gestão ambiental.

Mas também a diretiva 2009/125/EC- Ecodesign da União europeia que estabelecer os requisitos obrigatórios para no desenvolvimento de produtos que consomem energia, como por exemplo caldeiras, lâmpadas, televisores e frigoríficos que são responsáveis por cerca de 40% das emissões de carbono.

O principal objetivo, é que os fabricantes de produtos com consumo energético sejam obrigados numa fase inicial do produto pensem na redução do consumo de energia e outros impactos ambientais negativos dos produtos.

Assim sendo, a diretiva estabelece uma lista de produtos a considerar prioritários para as medidas de execução em 2009-2011:

 

Em suma:

O principal objetivo do Ecodesign é pensar o produto num todo, desde:

  1. Projeto: Desenvolvimento de produto centrado no ser humano onde visa a entender as necessidades do utilizador e o impacto ambiental do mesmo.
  2. Matérias-primas e sua extração: Utilização de materiais duradouros, reutilizável ou reaproveitável e com menor impacto ambiental na sua extração.
  3. Fabricação e os meios utilizados: Otimização de processo de modo a minimizar os impactos ambientais. Por exemplo a utilização de energia renovável, pensar na de remanufactura na montagem, reparação e desmontagem, bem como simbiose industrial.
  4. Produto: Projetar o produto para longevidade, durabilidade, fácil manutenção e reparação, numa vertente de modularidade para upgrade, padronização e compatibilidade. Design ou o desenvolvimento de um produto para sustentabilidade vitalícia significa projetar para o máximo rendimento dos materiais e da energia que o produto necessita.
  5. Distribuição: A distribuição é uma das etapas que tem uns dos maiores impactos na pegada ecológica de um produto ou serviço. Nesse sentido é necessário ter em conta a otimização dos sistemas de distribuição e das infraestruturas de transporte, as embalagens reutilizáveis e a redução dos resíduos das mesmas.
  6. Venda e no marketing: Esta etapa tem como objetivo incentivar a responsabilidade ambiental nos utilizadores/clientes e promover o produto mais sustentável.
  7. Utilização: Produto com fácil de manutenção, reparação, atualização e adaptação. Promover a eficiência no uso e manutenibilidade, bem como a otimização da vida útil inicial, com reutilização.
  8. Fim de vida do produto com a reciclagem ou reutilização: Proporcionar a otimização dos sistemas em fim de vida, como por exemplo os programas de retoma, ou recuperação e ou de reciclagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autoria: Ana Simões - Designer Industrial | TOPBIM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eco Design

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